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Mostrando postagens com o rótulo Priscila Pasko

CONSIDERAÇÕES POR TAIASMIN OHNMACHT

https://soundcloud.com/nonada-3/consideracoes-por-taiasmin-ohnmacht Por Priscila Pasko A autora criou a sua primeira poesia aos dez anos de idade. Mas foi quando Taiasmin começou a se interessar de fato pela escrita literária que ela optou pela prosa. “Eu não produzo poesia para ser literatura. Por outro lado, eu faço esta busca na prosa”, diz. Em 2012, Taiasmin publicou três contos em uma coletânea, resultado de uma oficina literária com o escritor Alcy Cheuiche. Em 2016, em parceria com Carlos Alberto Soares, lançou o livro Ela conta, ele canta (Cidadela, 2016), no qual ela escreveu contos, e Soares, os poemas. No momento, Taiasmin está trabalhando no projeto de seu primeiro romance. Foi a poeta e professora Ana dos Santos quem me apresentou algumas prosadoras negras gaúchas – resultado de uma pesquisa empírica e intensa que ela fez. Uma delas é Maria Helena Vargas da Silveira (1940-2009), romancista, contista, cronista e poeta, natural da cidade de Pelotas, ...

AS PORTAS TOMBADAS DA ACADEMIAS

‘Cicatrizes da Escravidão” e “Reinterpretando Silêncios”, livros publicados por Olga Pereira Bem se sabe que, durante séculos, a literatura foi um espaço de tradição e dominação masculina, reflexos que são sentidos até hoje. No caso da mulher negra, além do gênero, ela enfrenta outro preconceito, o de raça e, por vezes, o de classe. Faz sentido, portanto, que tal contexto influencie diretamente na produção literária de mulheres negras, não apenas no Rio Grande do Sul, como no Brasil inteiro. A escritora, pesquisadora e coordenadora de fomento às Ações Inclusivas do IFSUl (Instituto Federal Sul-Rio-Grandense/Pelotas), Olga Pereira, explica que o período escravagista no Brasil “proliferou o vírus perverso” da depreciação do negro e de sua intelectualidade. Com quatro livros publicados, entre eles Cicatrizes da escravidão: da história ao silenciamento (Um2, 2015) e Reinterpretando silêncios: reflexões sobre a docência negra na cidade de Pelotas , ( Nandyala, 2015 ), Ol...

QUE ESCRITA É ESSA?

Poeta, Eliane Marques venceu o prêmio Açorianos de Literatura da categoria com o livro ‘e se alguém o pano ’ (Foto: Lidiane Bach/Nonada) Por Priscila Pasko   Quando perguntei à poeta Eliane Marques sobre a produção das escritoras negras gaúchas, ela me devolveu outros questionamentos, como “o que os complementos mulher e negra acrescentam à poesia? Para que os textos sejam aceitos é necessário este acréscimo? Será que nós estamos sendo lidas ou procuradas por uma curiosidade e não por um valor que poderíamos acrescentar e trazer à literatura?”. Essas foram as reflexões lançadas por Eliane, vencedora na categoria Poesia do Prêmio Açorianos de Literatura 2016 (RS), com o livro e se alguém o pano   (Escola de poesia, 2016). A poeta lembra que, normalmente, é dito que a poesia negra cobra os direitos de seu povo e o pagamento de uma dívida histórica em relação à escravidão. “Mas poesia negra não é só isso. Existem outras que não são contestatórias ...

POR QUE NÃO CONHECEMOS AS ESCRITORAS NEGRAS GAÚCHAS?

Por Priscila Pasko || NONADA http://www.nonada.com.br/2017/03/por-que-nao-conhecemos-as-escritoras-negras-gauchas/ Quem são as escritoras negras gaúchas? A pergunta foi feita durante meses por mim a dezenas de pessoas do circuito literário e acadêmico do Rio Grande do Sul. Como resposta, quase sempre, enxergava uma expressão reticente da interlocutora ou do interlocutor. Percebi com espanto – e certa dose de ingenuidade – que a pergunta correta a ser feita era por que não conhecemos as escritoras negras gaúchas ?   Optei por fazer um recorte sucinto, buscando informações na tentativa de traçar um panorama das escritoras publicadas ou reconhecidas a partir dos anos 1980. Ainda que tenha sido a minha intenção inicial, não foi possível resgatar toda a trajetória das autoras negras do Estado. Justamente porque não encontrei especialistas que pudessem traçar um panorama da escrita das primeiras mulheres negras na história da literatura gaúcha. Contatei pessoa...